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Nos anos 50 e 60, alguns autores escreveram e disseram: “a função da Igreja não é sacramentalizar, mas evangelizar”. Conceito justo, mas formulado de modo inadequado. Os referidos autores tomavam “evangelização” como sinônimo de “pregação”,ou de “catequese”

e queriam dizer que antes de ministrar os sacramentos e, para bem ministrá-los, era preciso instruir com o evangelho na mão aqueles que pretendiam recebê-los. O Papa Paulo VI, na Carta–Encíclica “Evangelii Nuntiandi” (1975).

deu uma palavra orientadora e definitiva sobre o assunto. Explicou que a evangelização é um processo complexo e global, no qual tem lugar a pregação e a catequese, mas também os sacramentos, junto com o indispensável testemunho de vida, uma sólida formação nas comunidades de fé, um fervoroso compromisso de solidariedade para com os irmãos mais pobres e excluídos da sociedade.

            “O processo global e complexo” da evangelização está no fato dela ter duas vertentes: uma vertente, a principal, porque corresponde à missão primordial da Igreja, como ensina o Concilio Vaticano II, na “Gaudium et Spes”, é de cunho religioso.

É a revelação de Deus (Jo 1,18). Do seu Absoluto e Transcendência (Mt 22,34-40). Do seu amor à humanidade (Jo 3,16-18). Do seu Plano de Salvação (Gal 4,4-7). É o ministério dos sacramentos (Mt 28,19-20; Lc 22,19; 1Cor 11,24-25), da vida de oração e da celebração litúrgica (At 2,42-47). É a formação de comunidades de fé, de caridade e de serviço mútuo (At 2,41; 4,32-36; 6,1-6). É o exercício dos carismas(1Cor 12,27-31).

É a articulação entre os ministros ordenados e os membros das comunidades cristãs(1Pd 5,1-10). Enfim, é a consagração religiosa(Rm 1,1; Gl 1,1; 2Cor 10,7). Se faltar esta vertente, a Igreja corre o risco de ser infiel ao mandato, recebido por Cristo. Se ela não cumprir com esta sua missão específica, ninguém poderá fazê-lo no lugar dela.

            A outra vertente da evangelização, necessária sempre e por toda parte, mas especialmente no mundo de hoje, marcado pela pobreza, fome, marginalização de inteiras categorias sociais, opressão de ideologias e ditaduras, é a dimensão sócio-política, econômica e cultural do Evangelho, inclusive a ecológica, como nos recorda a Campanha da Fraternidade deste ano, 2011, cujo tema é:

Fraternidade e a Vida no Planeta, que tem como lema: “A criação geme em dores de parto”(Rm 8,22). Segundo essa vertente, evangelizar é tomar posição em favor da dignidade da pessoa humana, quando esta for espezinhada. É lutar em favor dos direitos humanos, quando estes forem violados. É promover uma civilização solidária, lutando contra toda espécie de nacionalismo exacerbado e racismo idolátrico, como também na oposição aos extremismos do capitalismo, da estatização e dos crimes ecológicos.

A Doutrina Social da Igreja, de fato, destaca três princípios de grande alcance social: solidariedade, complementariedade e bem comum.

A história demonstra que quanto mais a Igreja preservou e intensificou sua identidade completa, correspondendo à demanda religiosa do povo, à sua fome de oração e de vida espiritual, tanto mais ela soube orientar os homens públicos e animar de espirito evangélico as instituições, que regem a sociedade; tanto mais ela foi capaz de falar e agir em defesa dos excluídos, dos mais carentes e dos que estão à margem ou sobrando em nossa sociedade;
tanto mais ela soube responder aos problemas humanos, que afetavam inteiras populações, como o flagelo da corrupção, o tráfico de entorpecentes, o degrado da pornografia, a vergonha da pedofilia, enfim, a violência cega e desumana, que perturba a nossa sociedade.

Pe. Ernesto

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