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Santo Elói ou Elígio

Santo Albino nasceu no ano de 469 em Vannes, na Bretanha, França, filho de uma nobre família inglesa e cristã que ali se estabeleceu. Desde criança, destacou-se pela inteligência, piedade e generosidade. Jovem, manifestava já a vocação religiosa.

Aos 20 anos, tornou-se monge no mosteiro de Timcillac, perto de Angers (depois nomeado Saint-Aubin em sua honra); para isso renunciou a títulos e a uma rica herança. Com apenas 25 anos foi escolhido abade, e mais tarde feito bispo de Angers.

Sua atuação no bispado destacou-se pela moralização dos costumes, o combate aos casamentos incestuosos comuns à sua época na região, motivados em essência por interesses sucessórios. Condenou este e outros vícios morais em dois concílios regionais em Órleans, de 538 e 541, deles participando ativamente, e arriscando a vida, por causa da oposição de pessoas poderosas interessadas nestes costumes. Seus esforços tiveram sucesso e tal barbaridade diminuiu de forma drástica.

As narrações populares atribuem para Dom Albino a realização de grandes milagres. Assim, uma mulher chamada Etheria que estava na prisão, por dívidas ao Estado no tempo do rei Childebert, recebeu sua visita, e atirou-se-lhe aos pés, implorando ajuda; um guarda ameaçou bater nela, mas Albino, com apenas um sopro, teria feito com que ele caísse no chão, como morto. Depois disso, ela foi solta.

Em outra ocasião, ao passar perto da torre da prisão de Angers, Dom Albino ouviu gritos e gemidos dos presos, muito maltratados. Recorreu então ao juiz local, intercedendo pela libertação dos que podiam ser soltos e pelo tratamento mais caridoso aos que não podiam. Seu pedido sendo negado, voltou à torre e ali rezou por horas. Em seguida, um grande deslocamento de terra derrubou a torre, libertando os prisioneiros, que o seguiram até a igreja de São Maurício, onde se estabeleceram. E, sob sua orientação, tornaram-se fiéis exemplares.

Noutra situação, um homem que sofria horrivelmente de dores nos rins o procurou, ajoelhou-se e pediu-lhe a bênção. Albino, tocado de misericórdia, impôs-lhe as mãos, e imediatamente o cálculo renal foi expelido e o homem curado.

Santo Albino faleceu no dia 1º de março de 549. Seu túmulo tornou-se logo um local de peregrinação, e muitos milagres lhe foram atribuídos.

 Ele é protetor dos que sofrem de doenças renais.
Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:
As depravações humanas sempre existiram, mas após a irradiação do Catolicismo, inicialmente na cultura europeia e ocidental e posteriormente no mundo todo, em muito foram mitigados os comportamentos aberrantes e antinaturais que o pecado oferece. Hoje em dia, muito da cultura cristã foi esquecida, perdida ou rejeitada, em vários setores – moral, arte, educação… não à toa, mesmo nos países tradicionalmente católicos do Ocidente, vê-se o retorno ou o surgimento de vícios e erros que ofendem a Deus e desorganizam a sociedade de forma alarmantemente prejudicial.

Necessária é a retomada da postura de São Albino, de fidelidade aos ensinamentos e Mandamentos de Cristo, para corrigir estes desvios, e assim, como que por milagre, certamente as nações, a partir das suas famílias bem estruturadas, poderão ter paz e progresso verdadeiro: primeiro o do espírito, para conduzir correta e beneficamente o material.

Oração:
Senhor Deus de Misericórdia, que não Vos esqueceis das necessidades e sofrimentos dos Vossos filhos, concedei-nos pela intercessão de Santo Albino a Fé para renunciar às pobres riquezas deste mundo, e seguir o seu exemplo de firmeza moral e espiritual a fim de derrubar as torres de vícios e erros do nosso tempo, de modo a termos a verdadeira libertação das almas, das pessoas e dos países. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

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